quarta-feira, 30 de julho de 2014

Cartilha que rezei, e muito, no início da minha carreira profissional.


“Se você não perde tempo em reuniões com pautas indefinidas ou de interesse menor; Se você é um interlocutor polido, mas culmina explicações que começam com  “em princípio”, “aparentemente” ou “em primeira analise”;  Se você é impermeável a bajuladores e intrigantes; Se você delega e encoraja sempre, mas não tem complacência com o amadorismo nem com a irresponsabilidade ainda que influentemente apadrinhados; Se você usa a primeira pessoa do singular com um certo pudor; Se você não faz promessas que antecipadamente sabe que não pode cumprir; Se você não acha que treinamento é apenas um pretexto para o ócio remunerado; Se suas avaliações de pessoal baseiam-se estritamente em participação, competência e resultado; Se embora ambicioso e competitivo, você mantém um perfil discreto em suas relações com o poder; Se você enquadra rapidamente os muitos teóricos, os inconvenientes, os megalomaníacos e os que passam o tempo fingindo que participam; Se você tem sobretudo, a objetividade e a articulação necessárias para sacudir uma área esclerosada e dotá-la de uma estrutura ágil e enxuta; Então, meu amigo, este país definitivamente precisa de você, mas cuidado! Nos bastidores do poder, vozes veladas tentarão sistematicamente comprometê-lo, sua família conhecerá dias de incerteza, seu colesterol o ameaçará.
Por isso, enquanto é tempo, considere outra profissão ou tenha pelo menos o bom senso de mudar de hemisfério, mas caso seja determinado e imprudente o bastante para insistir, você será sem dúvida, um dos mensageiros da nova mentalidade gerencial que presidirá o terceiro milênio.”

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