terça-feira, 10 de outubro de 2017

Vem aí o verão!!!


"Verão também é sinônimo de pouca roupa, pouca cintura e muita gordura, pouco trabalho e muita micose.
Verão é picolé de groselha no palito reciclado, é milho cozido na água da torneira, é coco verde aberto pra comer a gosminha branca.
Verão é prisão de ventre de uma semana e pé inchado que não entra no tênis.
Mas o principal ponto do verão é.... A praia! Ah, como é bela a praia. Como dizem os poetas "é preciso salgar os pés para adoçar a alma".
Os casais totalmente descontraídos jogam frescobol e acertam a bolinha na cabeça de qualquer um que passa por perto.
Os jovens de jet ski atropelam os surfistas, que por sua vez, miram a prancha pra abrir a cabeça dos banhistas.
O melhor programa pra quem vai à praia é chegar bem cedo, antes do sorveteiro, quando o sol ainda está fraco e as famílias estão chegando.
Muito bonito ver aquelas pessoas carregando vinte cadeiras, três geladeiras de isopor, cinco guarda-sóis, raquete, frango, farofa, picles, toalha, bola, balde, chapéu e prancha, acreditando que estão de férias.
Em menos de meia hora todos já estão instalados, inclusive o totó,  besuntados e prontos pra enterrar a avó na areia.
E as crianças? Ah, que gracinhas! Os bebês chorando de desidratação, as crianças pequenas se socando por uma conchinha do mar, os adolescentes ligados em seus smartphones e outros plugados em seus fones de ouvido enquanto dormem (ressaca da noite anterior).
As mulheres também têm muita diversão na praia, como buscar o filho que quase se afoga, correr atrás do chapéu e da toalha que o vento levou, caminhar dois quilômetros pra encontrar o outro pé do chinelo que a filha perdeu (um para ir e outro para voltar procurando onde o seu guarda-sol está instalado), etc..
Já os homens ficam com as tarefas mais chatas como: verificar se água está fria,  furar a areia pra fincar o cabo do guarda-sol. É mais fácil achar petróleo do que conseguir fazer o guarda-sol ficar em pé.
Mas tudo isso não conta, diante da alegria, da felicidade, da maravilha que é entrar no mar!
Aquela água tão cristalina, que dá pra ver os cardumes de latinha de cerveja no fundo, copos de plástico, sacolinhas de supermercado e outros objetos não identificados flutuando a cinco centímetros do seu nariz.
Que beleza aquela sensação de boiar na salmoura como um pepino em conserva.
Depois de um belo banho de mar, com o rego cheio de sal e a periquita cheia de areia, vem àquela vontade de se fritar debaixo de um sol de 32º graus enquanto consome caipirinha (a de  vodka pode ser de qualquer marca, desde que terminada em "off") pururuca , porquinho frito, amendoim, e outras delícias saudáveis.
Depois, a
 gente abre a esteira velha, com o cheiro de velório de bode, bota o chapéu, os óculos escuros e puxa um ronco bacaninha.
Isso é paz, isso é amor, isso é o absurdo do calor!!!!!
Mas, claro, tudo tem seu lado bom.
E à noite o sol vai embora.

Todo mundo volta pra casa tostado e vermelho como mortadela, toma banho e deixa o sabonete cheio de areia pro próximo.
O shampoo acaba e a gente acaba lavando a cabeça com qualquer coisa, desde creme de barbear até sabonete íntimo.
As toalhas, com aquele cheirinho de mofo que só a casa da praia oferece. É inesquecível!!!
Aí, uma bela macarronada com salsicha é claro pra entupir o bucho e uma cochilada na rede pra adquirir um bom torcicolo e ralar as costas queimadas.
O dia termina com uma boa rodada de tranca e uma briguinha em família, porém, para a felicidade de todos, tudo no final termina bem, amanhã será um novo dia.
Todo mundo vai dormir bêbado, com a boca amarga e mal humorado, babando na fronha e torcendo, pra que na manhã seguinte, faça aquele sol e todo mundo possa se encontrar no mesmo inferno tropical..."


Autor desconhecido.
Inserções em itálico by COC.



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