sábado, 14 de outubro de 2023

Palestina e Palestinos

A Palestina é uma região historicamente localizada no Oriente Médio, entre o Mar Mediterrâneo a oeste e países vizinhos, como Israel, Jordânia, Líbano e Síria. Ela tem uma rica história e desempenhou um papel significativo na religião, cultura e geopolítica da região. Aqui estão alguns pontos-chave sobre a Palestina:

História Antiga: A Palestina é uma região com uma história antiga e rica. Ela é mencionada na Bíblia e é associada a eventos religiosos significativos.

O Mandato Britânico: Após a Primeira Guerra Mundial, a Palestina estava sob controle do Império Otomano. Após a queda do Império Otomano, a Liga das Nações concedeu um mandato à Grã-Bretanha para administrar a Palestina. Durante o mandato britânico, surgiram tensões entre as comunidades judaica e árabe.

A Palestina não é atualmente um estado soberano. Historicamente, a Palestina compreendia uma área mais ampla que incluía o território atual de Israel, bem como a Faixa de Gaza e a Cisjordânia. A cidade de Jerusalém também é um ponto importante na Palestina histórica. A região tem uma importância significativa para o Judaísmo, o Cristianismo e o Islã devido aos sítios religiosos que ela abriga. Sua localização exata varia dependendo de como se considera a Palestina em termos políticos e geográficos.

Portanto, a localização da Palestina é uma questão política complexa e ainda está em disputa. A busca por um Estado Palestino independente nas fronteiras anteriores a 1967, com Jerusalém Oriental como sua capital, é uma questão central nas negociações de paz na região.

No entanto, a questão da Palestina está envolvida em conflitos políticos em curso. Em 1947, as Nações Unidas propuseram um plano de partição que levaria à criação de dois estados, um judeu e um árabe, na Palestina. Em 1948, Israel declarou sua independência, o que levou a uma guerra e ao deslocamento de palestinos. A Faixa de Gaza e a Cisjordânia são áreas que têm sido objeto de conflito entre Israel e os palestinos desde então.

Ser palestino significa pertencer ao grupo étnico e nacional dos palestinos, que historicamente habitou a região da Palestina, no Oriente Médio. A identidade palestina é caracterizada por uma herança cultural, histórica, linguística e religiosa compartilhada. No entanto, a experiência de ser palestino pode variar de pessoa para pessoa, dependendo de diversos fatores, incluindo a localização geográfica, a história familiar e as circunstâncias individuais.

Alguns elementos-chave da identidade palestina incluem:

História e cultura compartilhadas: Os palestinos têm uma história rica e antiga na região, com raízes que remontam a milhares de anos. Eles compartilham uma herança cultural que abrange música, dança, culinária e tradições familiares.

Língua: A língua árabe é amplamente falada entre os palestinos, embora algumas comunidades palestinas também falem outras línguas, como o inglês, o hebraico e outras.

Religião: A maioria dos palestinos pratica o Islã ou o Cristianismo, com uma presença significativa de muçulmanos e cristãos. Lugares religiosos importantes para o Islã, o Cristianismo e o Judaísmo estão localizados na região.

É importante destacar que ser palestino pode ser uma experiência complexa e diversificada. A identidade palestina é moldada por uma história de conflito e desafios, o que leva a uma ampla gama de experiências pessoais e perspectivas dentro da comunidade palestina.

Diáspora (dispersão de povos por motivos políticos, religiosos, éticos ou por preconceito): Muitos palestinos vivem fora da Palestina devido a conflitos, deslocamento e migração. Eles mantêm sua identidade palestina nas comunidades da diáspora  e muitos ainda têm ligações profundas com a terra de origem.

Conflito israelense-palestino: A luta pelo reconhecimento de um Estado Palestino e a busca por direitos políticos são questões centrais para a identidade palestina. O conflito em curso com Israel e a questão do deslocamento de palestinos de suas terras também desempenham um papel fundamental na identidade palestina.

By COC


Faixa de Gaza e Hamas

A Faixa de Gaza é uma estreita faixa de terra localizada no Oriente Médio, ao longo da costa leste do Mar Mediterrâneo. Ela faz fronteira com Israel a leste e ao norte, bem como com o Egito a sudoeste. A Faixa de Gaza é uma das duas áreas palestinas, sendo a outra a Cisjordânia, que juntas compreendem o que muitos palestinos desejam como o futuro Estado da Palestina.

A Faixa de Gaza é uma área densamente povoada e historicamente tem sido uma região de importância estratégica e política. Ela tem uma história complexa de conflitos, deslocamentos e tensões entre os palestinos e Israel. Alguns pontos importantes sobre a Faixa de Gaza incluem:

População e Densidade: A Faixa de Gaza tem uma população densa, com mais de 2 milhões de habitantes em uma área de aproximadamente 365 quilômetros quadrados. Essa alta densidade populacional resulta em condições de vida desafiadoras.

Bloqueio de Israel e Egito: Tanto Israel quanto o Egito impuseram restrições à entrada e saída de pessoas e bens na Faixa de Gaza, o que tem tido um impacto significativo na economia e qualidade de vida da população. Isso é frequentemente chamado de "bloqueio de Gaza" e é um ponto central de tensão no conflito israelense-palestino.

Conflitos Periódicos: A Faixa de Gaza tem sido palco de conflitos frequentes entre grupos armados em Gaza e as forças israelenses. Esses conflitos geralmente resultam em baixas e destruição significativa.

Ajuda Humanitária e Assistência Internacional: Devido às condições difíceis em Gaza, a assistência humanitária e a ajuda internacional desempenham um papel importante na prestação de serviços básicos, como alimentos, água e cuidados de saúde à população.

A situação na Faixa de Gaza é complexa e continua a ser um ponto de tensão na região, com implicações políticas, humanitárias e de segurança a nível internacional. Ela está intimamente ligada ao conflito israelense-palestino e às aspirações dos palestinos por um Estado independente.

O Hamas é um movimento político e militar palestino que surgiu na década de 1980. Seu nome é uma sigla que representa "Harakat al-Muqawama al-Islamiya" em árabe, que pode ser traduzido como "Movimento de Resistência Islâmica." O Hamas é uma das principais organizações políticas palestinas e tem um papel central na política e no conflito israelense-palestino. Aqui estão alguns pontos-chave sobre o Hamas:

Origem e Fundação: O Hamas foi fundado em 1987 durante a Primeira Intifada, que foi um levante palestino contra a ocupação israelense. Ele surgiu como um movimento de resistência armada e uma alternativa ao Fatah (facção da Organização para a Libertação da Palestina, uma confederação multipartidária), o principal partido palestino na época.

Objetivos: O Hamas tem como objetivo principal a libertação da Palestina e a criação de um Estado Palestino independente, que incluiria a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental. O movimento também tem uma plataforma islâmica e procura estabelecer uma ordem baseada na lei islâmica (sharia) nos territórios palestinos.

Atividades Militares: O Hamas é conhecido por suas atividades militares, incluindo ataques contra alvos israelenses. Ele mantém uma ala militar, as Brigadas Izz ad-Din al-Qassam, que é responsável por operações militares. O grupo também lançou foguetes contra Israel em conflitos com o país.

Controle da Faixa de Gaza: O Hamas tomou o controle da Faixa de Gaza em 2007, depois de uma violenta luta pelo poder com o partido Fatah, liderado pelo presidente palestino Mahmoud Abbas. Desde então, o Hamas governa a Faixa de Gaza, enquanto a Autoridade Palestina, liderada pelo Fatah, governa a Cisjordânia.

Relações Internacionais: O Hamas é considerado uma organização terrorista por vários países, incluindo Israel, os Estados Unidos e a União Europeia. Isso resultou em restrições e sanções internacionais contra o grupo.

Tentativas de Reconciliação: Ao longo dos anos, houve várias tentativas de reconciliação entre o Hamas e o Fatah para formar um governo de unidade palestino, mas muitas dessas tentativas não tiveram sucesso.

A presença do Hamas e seu controle da Faixa de Gaza são fontes de tensão no conflito israelense-palestino, e as ações e políticas do grupo têm implicações significativas na região. A questão do Hamas é um dos principais obstáculos para um acordo de paz duradouro entre israelenses e palestinos.

By COC

 

 

domingo, 1 de outubro de 2023

Aniversário na firma

 "Você é do signo de Libra e tem aniversário por estes dias? Bem, todos do zodíaco podem ler esta crônica. Ela é democrática, aberta aos horóscopos e aos registros civis. Falaremos das ambiguidades natalícias no escritório.

Qual seria a origem do constrangimento? Fui testemunha de um ritual em escolas: o aniversariante/aluno é atingido por saraivada de ovos e de farinha na saída. Torna-se alguém imundo. Todos riem. Objetivo? Celebrar o dia da nova idade! O que diria um antropólogo que encontrasse esse rito em uma tribo perdida?

Entre adultos, há pouca prática dos ovos e da farinha. Acho que o preço dos produtos desestimula mentes que sabem o custo de tais alegrias. Porém... sobrevive algo da cerimônia punitiva nas empresas.

A cena é patética: um bolo e uma ou várias velas, uma música conhecida por todos e por ninguém bem cantada: Parabéns a Você! As notas são simples, mas a letra, pobre em recursos poéticos. Quase sempre é entoada a muitas vozes, nenhuma dentro da mesma linha melódica ou tom. Por vezes, uma fuga: uma parte do público está no meio de um verso e outra avança mais. São batidas as palmas (descobri que não em todos os países), com o desastre melódico acompanhado pela polirritmia. Alguns seguem o compasso 2/4; outros criam síncopes com tempos assíncronos.

Pode piorar? Sim, muito! Terminado o martírio em que o aniversariante fica olhando com cara de flato, segue-se a repetição da melodia, em andamento acelerado. Passamos do “allegro” sofredor para uma “presto agitato” e discordante ao extremo. Os defeitos da primeira tentativa crescem exponencialmente. Ufa, terminou! Não! Ainda há gritos de guerra: “E para X como é que é? É pique, é pique...”. Há gaiatos que substituem o “pique” por outro termo falocêntrico. O cafona transmuta-se em rito “quinta-série-kitsch-freudiano”.

O pior canto coral do planeta encerrou-se. O mais tenebroso dos tenores já se calou. Restam as velas acesas. No pós-pandemia, surge a questão de soprar sobre o bolo. É um pacto sanitário, e as alternativas são variadas. O ordálio prossegue: há velas “teimosas” que voltam a acender, como uma magia Disney de orçamento limitado. Presenciei uma que se abre em pétalas e gira. Nosso feliz aniversariante já pode descansar da pantomima? Talvez ainda exista um presente coletivo. A chance de acerto é baixa. Pensamos: fizeram uma “vaquinha” com tantas pessoas e deu nisto? Com quanto cada um teria contribuído? Dois centavos? Se houver uma pessoa inspirada e com alma escolar, surgirá um cartão assinado por quase todos. Urge lê-lo publicamente. É conveniente emocionar-se um pouco e elaborar um penúltimo degrau da dor: uma breve peça de retórica sobre a alegria em fazer parte daquela “família” unida e afetiva.

Passou? Nunca! O aniversariante deve cortar o bolo, segundo instruções herméticas. De cima para baixo, a partir de um determinado ponto e pensando em algo positivo para si. Então, deve dar a primeira fatia para aquele de quem mais gosta no grupo. No escritório, é fácil: o chefe! Quem controla meu CPF é minha paixão mais sincera! Os pratos são de papel ou de plástico vagabundo. Os garfinhos ordinários não resistem ao bolo mais macio. Quebram facilmente. Quem comprou o confeito da data revela que ele é de uma padaria especial.

Os corantes tingem as línguas. Colegas perguntam se a vítima gostou. Obrigatória é a nova onda emotiva e, talvez, permitindo o número de presentes, agradecer um a um o cartão, o bolo, os presentes e a festa-surpresa. É ocasião para ouvir sobre as dificuldades estratégicas em esconder tudo de você. Mais imperativo ainda – diga que tudo foi inesperado. O sorriso deve ser permanente como se estivesse posando para uma... foto. Ah, sim! Faltou falar da foto coletiva. Das coletivas, corrijo-me. Porque quem bateu a primeira também quer aparecer naquele registro iconográfico de importância capital. Serão vários, mas nunca teremos uma boa compressão das pessoas ao centro. Aqui vale o mesmo cuidado da foto familiar: coloque os de trânsito mais rápido nas bordas para facilitar o corte. No registro da imagem, cunhados e estagiários sempre devem estar fora do núcleo duro.

A cena foi concluída. O chefe (ou o mais caxias) vai lembrar que devemos voltar ao trabalho. É de bom tom um último agradecimento e algum serviço voluntário de limpeza pela vítima, digo, aniversariante.

As vinganças não são eticamente válidas. Há duas, apesar de tudo, que podem ser realizadas sem grande arranhão moral. Aos seus rebentos (ou alunos) deseje, intensamente, que tenham filhos com boa saúde e pouca necessidade de sono. Aos colegas do escritório, vá até o mural de avisos e consulte o que o RH já providenciou: a lista dos sentenciados do mês. Identifique o próximo e anuncie com olhar terno: “Você é o seguinte!”. A vida não é justa, mas permite pequenas vinganças. E, na hora aprazada, reúna toda a energia dos seus pulmões para a liturgia, com a certeza de que um dia é do aniversariante e outro... do caçador. Hoje, os librianos sofreram; daqui a pouco, o vingativo povo de Escorpião experimentará o veneno. Parabéns a você, com esperança de uma vida nova! Muitas felicidades! Muitos anos de vida na firma!"

 

Leandro Karnal