Jack é o nome de
um cachorro da raça
Basset Hound, nasceu no dia 19 de Janeiro de 2.014 e foi adotado pela nossa família quando faltavam quatro
dias para completar oito meses. O processo de adoção
foi simples, pois ele pertencia a um casal amigos de meu filho que devido às turbulências da vida moderna
decidiram doá-lo para
quem pudesse dedicar mais tempo a ele. Desta forma, o Jack "faísca" apareceu em
nossas vidas e foi muito bem vindo, adiante vocês
saberão o porque.
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| Jack - Filhotinho |
Minha esposa e eu fomos consultados
pelo meu filho sobre a possibilidade de ficarmos com o cachorro. Ele mostrou
fotos dele (ainda filhotinho), um vídeo
com ele brincando no parque com outros cachorros e também fez vários
comentários sobre a
raça e as condições em que estava vivendo
apesar de ser muito amado pelos ex-proprietários.
Animais domésticos sempre fizeram parte das nossas vidas. Num passado não muito
distante chegamos a ter em casa, isto é,
dentro de casa, sete cachorros, sendo quatro SRD e três Cocker Spaniel Inglês. Com exceção
de uma vira lata de nome "Bebel" os demais morreram de complicações trazidas pela velhice.
A "Bebel" está com
aproximadamente quatorze anos e vive hoje em uma creche/hotel para animais de
propriedade de minha filha, cuja profissão,
é médica veterinária.
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| Jack - Filhotinho |
Fomos convencidos, o Jack veio para
casa no dia 15 de setembro de 2.014. A partir desta data ele passou a ser
"um neto" criado pelos avós
e além de nós tem como companhia três gatos (Simba, Bela e Charlote).
Fim do nosso sossego! E dos gatos também!
Como era de se esperar, chegou com
alguns vícios,
principalmente o de fazer suas necessidades fisiológicas de acordo com suas conveniências, isto é, em qualquer lugar da
casa. Com muito esforço
e determinação, após dois meses e pouco,
minha esposa conseguiu educá-lo
para que somente desse suas aliviadas em local determinado. Apesar do seu
deliberado ar molengão
e cativante comportamento bonacheirão,
ele é muito
inteligente, aprendeu rápido
e toda vez que agia de forma correta ganhava um petisco, o sistema de premiação continua e agora logo
após suas idas ao
"pipi-house" ele nos procura como querendo dizer: é aí gente cadê
o meu prêmio?
Estabelecemos que durante o dia ele
teria acesso livre a todas as dependências
da casa e à noite
dormiria no "quarto de empregada" anexo à uma área
de lazer que conecta direto com a casa, desta forma, ele teria espaço mais que suficiente para
passar a noite. Apesar do seu uivar melodioso nos primeiros minutos que ficava
sozinho o primeiro mês
foi tranquilo, porém,
à medida em que ele
foi conhecendo a rotina da casa e passou a conviver mais tempo conosco as
coisas começaram a
complicar-se um pouco. Numa madrugada de domingo para segunda-feira por volta
das 2:00hs ele começou
a uivar ininterruptamente, acredito que a ponto de até incomodar os vizinhos, então não tivemos outra saída senão
a de abrir a porta e deixá-lo
entrar. Assim, calmamente, balançando
o rabo o danado foi para a sala de estar, subiu no sofá e ali dormiu o resto da madrugada. Julguei
que pelo fato dele ter passado mais tempo no sábado
e domingo com a família
toda sentiu-se solitário. Ledo engano meu, no dia seguinte ele nem esperou dar meia noite e começou a uivar novamente sem
parar. Abrimos a porta e devido a sua teimosia a porta está aberta até
hoje. Perdemos esta.
| Jack - 11 meses |
Sendo ele inteligente, o que nos pode
por vezes parecer teimosia, poderá
ser mais propriamente atribuído
a uma ingenuidade propositada para atingir os seus objetivos. É da natureza dele primar
por tentar levar as coisas à
sua maneira e para isso vale tudo.
Apesar da sua aparência, ele tem
personalidade forte, é impulsivo
e não aceita
comandos, seu temperamento enérgico e teimoso é
legendário. Acho que ele ainda não
sabe que seu nome é Jack.
Na rua, quando o levo para passear, ele não
me escuta, não atende
pelo nome e a todo custo define o trajeto que quer fazer, não reconhece o som das
palavras "NÃO
JACK". Por outro lado, é
bem amigável,
está sempre disposto
a fazer novas amizades, tanto com outros animais, inclusive com gatos, como com pessoas, especialmente crianças.
Minha esposa julgou pelas primeiras
fotos que ele seria sempre um cachorro pequeno, que poderia colocá-lo numa sacolinha e
passear com ele no shopping. Que decepção!
Hoje, com um pouco mais de onze meses, ele está
pesando vinte e três
quilos. Passear com ele, só na
guia, coisa que ele ainda não
assimilou muito bem, pois detesta o peitoral. Sempre que o local permite eu
retiro o peitoral para ele ficar mais à
vontade. Tentamos colocar no pescoço
dele uma corrente com placa de identificação,
mas foi em vão, ele
travou, não saía do lugar, ficou imóvel chorando, tempo
perdido.
Ele adora passear. Levo-o duas vezes
por dia em uma praça
existente próximo de
casa onde existe uma área
especial para cães,
totalmente cercada, com aproximadamente três
mil metros quadrados, inaugurada há
uns três
meses. Lá, além de exercitar o seu
poderoso faro e aguçar
seu instinto de caçador,
ele brinca com outros cachorros, principalmente com os das raças de porte maior. Volta
para casa exausto. Ambos, eu e ele, fizemos várias
amizades neste local, a maioria de nós,
os acompanhantes dos animais, ainda não
nos conhecemos pelos nomes, desta forma, quando necessário fazer alguma referência a pessoas dizemos assim: o avô do Jack, a mãe ou pai do Thor, do
Torremos, da Luna, do Astor, do Hulk, da Julie, do Tell, do Bart, do Aquiles,
etc, etc, etc. (Me perdoe caro (a) leitor(a) se você é frequentador deste local e não mencionei o nome do seu
cão, por favor, não vão soltar os cachorros atrás de mim.)
| Jack - 11 meses |
| Oh! Pra vocês! |
O Jack é
muito sensível,
carinhoso, dócil e ciumento. Late quando quer algo ou quer sugerir que não gosta de algo, usa também de uma lamentação baixa, quase um murmúrio, para chamar a atenção e sempre consegue. Em
casa ele gosta de participar de tudo, sempre está
enroscado nos pés
de alguém, correndo
atrás de um gato,
comendo folhas de plantas, mudando seus mimos de um lugar para outro, no colo
de alguém assistindo
televisão, deitado no
sofá com as pernas
para o ar, enfim, muito preocupado com a vida.
Fazendo uso antropomórfico de minha percepção, tenho conversado
bastante com ele. Disse-me que, com o passar do tempo, seu comportamento se
estabilizará. Porém, por ora, só agito, brincadeiras,
longe de problemas, curtir a vida, viver feliz...
...é isso aí “catcholinho”!
Feliz Natal!


Olá, Clovis.
ResponderExcluirGostaria de cumprimentá-lo pelo blog e principalmente por esta postagem.
Sou a Michele, mais conhecida como mãe do BART. :)
O Bart, vai passar um tempinho sem poder brincar com os amiguinhos. E como isso me aperta o coração. Não é nada grave, mas ele tem displasia coxofemural na região esquerda,descobrimos no início, isto significa que é uma displasia leve então a vet. dele me pediu para tomar certos cuidados, dentre eles PERDER PESO para o Bah ter uma melhor qualidade de vida. Assim que ele perder uns 2 quilos, nós voltaremos a frequentar o parque nos horários compatíveis com os outros cachorrinhos.Ele ( e eu, claro) está sentindo muita falta das brincadeiras. Por hora, passearemos em outros horários para que ele não venha a ficar ansioso.
Até breve, Bart e Michele.