quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Jack - O filho único criado pelos avós


Jack é o nome de um cachorro da raça Basset Hound, nasceu no dia 19 de Janeiro de 2.014 e foi adotado pela nossa família quando faltavam quatro dias para completar oito meses. O processo de adoção foi simples, pois ele pertencia a um casal amigos de meu filho que devido às turbulências da vida moderna decidiram doá-lo para quem pudesse dedicar mais tempo a ele. Desta forma, o Jack "faísca" apareceu em nossas vidas e foi muito bem vindo, adiante vocês saberão o porque.

Jack - Filhotinho
Minha esposa e eu fomos consultados pelo meu filho sobre a possibilidade de ficarmos com o cachorro. Ele mostrou fotos dele (ainda filhotinho), um vídeo com ele brincando no parque com outros cachorros e também fez vários comentários sobre a raça e as condições em que estava vivendo apesar de ser muito amado pelos ex-proprietários.
Animais domésticos sempre fizeram parte das nossas vidas. Num passado não muito distante chegamos a ter em casa, isto é, dentro de casa, sete cachorros, sendo quatro SRD e três Cocker Spaniel Inglês. Com exceção de uma vira lata de nome "Bebel" os demais morreram de complicações trazidas pela velhice. A "Bebel" está com aproximadamente quatorze anos e vive hoje em uma creche/hotel para animais de propriedade de minha filha, cuja profissão, é médica veterinária.

Jack - Filhotinho
Fomos convencidos, o Jack veio para casa no dia 15 de setembro de 2.014. A partir desta data ele passou a ser "um neto" criado pelos avós e além de nós tem como companhia três gatos (Simba, Bela e Charlote). Fim do nosso sossego! E dos gatos também!
Como era de se esperar, chegou com alguns vícios, principalmente o de fazer suas necessidades fisiológicas de acordo com suas conveniências, isto é, em qualquer lugar da casa. Com muito esforço e determinação, após dois meses e pouco, minha esposa conseguiu educá-lo para que somente desse suas aliviadas em local determinado. Apesar do seu deliberado ar molengão e cativante comportamento bonacheirão, ele é muito inteligente, aprendeu rápido e toda vez que agia de forma correta ganhava um petisco, o sistema de premiação continua e agora logo após suas idas ao "pipi-house" ele nos procura como querendo dizer: é aí gente cadê o meu prêmio?
Estabelecemos que durante o dia ele teria acesso livre a todas as dependências da casa e à noite dormiria no "quarto de empregada" anexo à uma área de lazer que conecta direto com a casa, desta forma, ele teria espaço mais que suficiente para passar a noite. Apesar do seu uivar melodioso nos primeiros minutos que ficava sozinho o primeiro mês foi tranquilo, porém, à medida em que ele foi conhecendo a rotina da casa e passou a conviver mais tempo conosco as coisas começaram a complicar-se um pouco. Numa madrugada de domingo para segunda-feira por volta das 2:00hs ele começou a uivar ininterruptamente, acredito que a ponto de até incomodar os vizinhos, então não tivemos outra saída senão a de abrir a porta e deixá-lo entrar. Assim, calmamente, balançando o rabo o danado foi para a sala de estar, subiu no sofá e ali dormiu o resto da madrugada. Julguei que pelo fato dele ter passado mais tempo no sábado e domingo com a família toda sentiu-se solitário. Ledo engano meu, no dia seguinte ele nem esperou dar meia noite e começou a uivar novamente sem parar. Abrimos a porta e devido a sua teimosia  a porta está aberta até hoje. Perdemos esta.

Jack - 11 meses
Sendo ele inteligente, o que nos pode por vezes parecer teimosia, poderá ser mais propriamente atribuído a uma ingenuidade propositada para atingir os seus objetivos. É da natureza dele primar por tentar levar as coisas à sua maneira e para isso vale tudo.
Apesar da sua aparência, ele tem personalidade forte, é impulsivo e não aceita comandos, seu temperamento enérgico e teimoso é legendário. Acho que ele ainda não sabe que seu nome é Jack. Na rua, quando o levo para passear, ele não me escuta, não atende pelo nome e a todo custo define o trajeto que quer fazer, não reconhece o som das palavras "NÃO JACK". Por outro lado, é bem amigável, está sempre disposto a fazer novas amizades, tanto com outros animais, inclusive com  gatos, como com pessoas, especialmente crianças.
Minha esposa julgou pelas primeiras fotos que ele seria sempre um cachorro pequeno, que poderia colocá-lo numa sacolinha e passear com ele no shopping. Que decepção! Hoje, com um pouco mais de onze meses, ele está pesando vinte e três quilos. Passear com ele, só na guia, coisa que ele ainda não assimilou muito bem, pois detesta o peitoral. Sempre que o local permite eu retiro o peitoral para ele ficar mais à vontade. Tentamos colocar no pescoço dele uma corrente com placa de identificação, mas foi em vão, ele travou, não saía do lugar, ficou imóvel chorando, tempo perdido.
 

Jack - 11 meses
Ele adora passear. Levo-o duas vezes por dia em uma praça existente próximo de casa onde existe uma área especial para cães, totalmente cercada, com aproximadamente três mil metros quadrados, inaugurada há uns três meses. Lá, além de exercitar o seu poderoso faro e aguçar seu instinto de caçador, ele brinca com outros cachorros, principalmente com os das raças de porte maior. Volta para casa exausto. Ambos, eu e ele, fizemos várias amizades neste local, a maioria de nós, os acompanhantes dos animais, ainda não nos conhecemos pelos nomes, desta forma, quando necessário fazer alguma referência a pessoas dizemos assim: o avô do Jack, a mãe ou pai do Thor, do Torremos, da Luna, do Astor, do Hulk, da Julie, do Tell, do Bart, do Aquiles, etc, etc, etc. (Me perdoe caro (a) leitor(a) se você é frequentador deste local e não mencionei o nome do seu cão, por favor, não vão soltar os cachorros atrás de mim.)

Oh! Pra vocês!
O Jack é muito sensível, carinhoso, dócil e ciumento. Late quando quer algo ou quer sugerir que não gosta de algo, usa também de uma lamentação baixa, quase um murmúrio, para chamar a atenção e sempre consegue. Em casa ele gosta de participar de tudo, sempre está enroscado nos pés de alguém, correndo atrás de um gato, comendo folhas de plantas, mudando seus mimos de um lugar para outro, no colo de alguém assistindo televisão, deitado no sofá com as pernas para o ar, enfim, muito preocupado com a vida.

Fazendo uso antropomórfico de minha percepção, tenho conversado bastante com ele. Disse-me que, com o passar do tempo, seu comportamento se estabilizará. Porém, por ora, só agito, brincadeiras, longe de problemas, curtir a vida, viver feliz...

...é isso aí catcholinho!
 
Feliz Natal!
 
 

Um comentário:

  1. Olá, Clovis.
    Gostaria de cumprimentá-lo pelo blog e principalmente por esta postagem.
    Sou a Michele, mais conhecida como mãe do BART. :)
    O Bart, vai passar um tempinho sem poder brincar com os amiguinhos. E como isso me aperta o coração. Não é nada grave, mas ele tem displasia coxofemural na região esquerda,descobrimos no início, isto significa que é uma displasia leve então a vet. dele me pediu para tomar certos cuidados, dentre eles PERDER PESO para o Bah ter uma melhor qualidade de vida. Assim que ele perder uns 2 quilos, nós voltaremos a frequentar o parque nos horários compatíveis com os outros cachorrinhos.Ele ( e eu, claro) está sentindo muita falta das brincadeiras. Por hora, passearemos em outros horários para que ele não venha a ficar ansioso.
    Até breve, Bart e Michele.

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